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17 agosto 2017

EDIA coordena retirada de peixes em albufeiras do Alentejo

A remoção de peixes em albufeiras cuja cota é reduzida, por forma a prevenir eventuais episódios de mortalidade piscícola e degradação da qualidade da água, foi uma das medidas aprovadas pela Comissão de Gestão de Albufeiras e da Comissão Permanente de Prevenção, Monitorização e Acompanhamento dos Efeitos da Seca.

O início dos trabalhos está previsto para a semana de 21 de agosto, sendo que foram consideradas como prioritárias as albufeiras da Vigia e do Monte de Rocha, origens de água para abastecimento público.

Por solicitação da APA – Agência Portuguesa do Ambiente, a EDIA assume a coordenação das operações de remoção de peixes em albufeiras que não fazem parte do Sistema Global de Alqueva, nomeadamente nas albufeiras da Vigia, Monte da Rocha, Pego do Altar e Divor.

Neste momento, a EDIA já iniciou operações similares em algumas albufeiras do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, nomeadamente: Álamos, Penedrão e Pisão, uma vez que no âmbito da gestão do Empreendimento e das transferências de água em curso para os perímetros de rega confinantes, estas albufeiras estão sujeitas a uma redução do volume armazenado.

Até à data foram retiradas das albufeiras afetas ao Sistema de Alqueva cerca de 14 toneladas de peixe.

Recorde-se que o Sistema Global de Alqueva, compreende um total de 69 barragens e reservatórios, tem disponível uma área de 120 mil hectares de regadio em exploração e garante, na atual conjuntura de seca, água a aproveitamentos hidroagrícolas confinantes, como é o caso do Roxo, Odivelas, Campilhas e Alto Sado e Vigia.

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